segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Crítica de Livro- Pollyanna

 Nunca tinha ouvido antes a frase: "Ter uma amiga Pollyanna" e queria saber o significado. A pessoa me explicou que queria dizer uma pessoa sem maldade, pura. Mas por que Pollyanna? Por causa do livro de Eleanor H. Porter. A personagem da autora era um anjinho que encantava a todos e ainda era maltratada pela tia má, Miss Polly. "Eu quero ler esse livro", pensei com meus botões. "Quão boazinha será que é Pollyanna?".
 Pollyanna Whttier é uma menina de cabelos louros e longos. Ela acabara de perder seu pai, anos após ter perdido sua mãe, e ingressou diretamente para um orfanato, onde foi criada pelas auxiliadoras femininas. Após um tempo, quando Pollyanna fez onze anos, ela vai para casa de sua tia Miss Polly, uma mulher ranzinza, chata e "cheias de deveres" (o nome Pollyanna veio dos nomes das irmãs da mãe da menina: Polly e Anna). Lá, ela faz amizade com a empregada Nancy, que começa a trabalhar na casa de Miss Polly para poder ajudar sua mãe doente. Além de encantar Nancy, Pollyanna começa a se aventurar pela cidade, ensinando a todos sua brincadeira ensinada por seu pai, chamada "Jogo do Contente" (The Glad Game). Nesse jogo, todos devem ficar contentes, mesmo que algo de ruim aconteça:
Pollyanna: Na casa da tia Polly tem sorvete? Comíamos sorvete no orfanato aos domingos.  
Nancy: Não acredito. Misso Polly não gosta de sorvete. 
Pollyanna: Melhor, assim não fico com dor de barriga.
                                        
 No jogo, ninguém perde e deve se ver o lado bom das coisas.
 Uma coisa que dá para se notar desde o início no livro, era o quanto Pollyanna exclamava: "Oh! Estou tão contente!". E não era de fingimento; ela realmente se sentia contente com tudo o que acontecia.
 Nunca ficava nervosa, e sempre tentava ver o lado bom das pessoas. Simplesmente não via maldade alguma, extremamente ingênua. Apesar que, no início não a achei tão ingênua assim.
Pollyanna: A menina "espertamente" ingênua.

 A Ingenuidade de Pollyanna

 Comecei a indagar a mim mesma, se Eleanor H. Porter queria criar uma personagem ingênua ou uma pessoa que se fingisse ingênua. Em algumas situações a vi bastante esperta, como por exemplo, quando ela visita a doente Mrs. Snow, que uma hora queria geléia e em outra, frango, etc. Pollyanna trouxe-lhe carne de cabrito, mas a velha queria geléia- espertinha, né?- Pollyanna então disse naquele entusiasmo só dela:
 Pollyanna: Eu também trouxe! E adivinha só: Trouxe frango também!
 Ingenuidade ou esperteza? Hum...
 Conforme o livro, uma das coisas que mais me impressionou, foi a maneira com que ela transformava as pessoas, e como as conquistava sendo tão simples.
 Mas voltando ao início, li o livro, mas nunca em minha vida conheci uma Pollyanna- Que pena :((.
 Eu achei que ia acabar ficando com raiva do jeitinho dela (sério, ser vegetal é chato), mas até eu mesma me derreti pela menina, rezei para que o livro não acabasse.
 É um livro maravilhoso e emocionante. São poucos os livros que tem um jeito tão doce e terno como esse e na atualidade, isso quase não existe mais.
 Espero que gostaram da crítica :-)

Pollyanna (1960)


Mãe, me divorciei.

"O Robertinho foi um cara que senti firmeza na hora de aceitar a namorar. Ele não era do tipo de cara que parecia que estava com mulher por curtição. Foram três anos de namoro, até se estender no noivado. No namoro parece até que temos mais liberdade do que noivado. Para muitos talvez isso não faça diferença, mas a partir do momento que se veste a aliança de comprometimento de praticamente "para toda a vida", é um peso. Era de um compromisso gostoso até.
  Eu tinha meu tempo de ficar sozinha e pensativa- talvez quando nervosa, tpm- em minha casa. E quando nos encontrássemos, a cabeça já estava mais fria.
 Eu tinha minhas coisinhas, aquela coisa de ter seu lugar aonde quer, como quer e quando quer. No casamento parece que todo aquele "fru-fru" e paciência com o outro vai se deixando de lado.

 A casa virou uma, o nervosismo um só e a tpm... Continuou uma só, mas eu com a lança e ele com a armadura. Era o caso de "eu quero isso aqui" e "mas eu acho melhor aqui". Obviamente, que no início não é bem assim. Você ainda mantém aquela coisa de apaixonado, quer ficar mais grudado.
 Na cama, é conchinha, respiração na nuca... Aos poucos, os dois se separam por entre lençóis, quase caindo da cama. O estresse da rua acaba se ligando a si e te acompanha em casa e quem paga o pato... o parceiro.
 Isso até eu chegar na casa de minha mãe, e exclamar com o peito inchado de certeza e dizer: "Mamãe, vou me divorciar". Ela me olha, séria e serena e me responde na maior calmaria: "Tudo bem, filha". De costas, pude ouvir o murmuro dela: "Só sete meses casada... Pra'onde vamos?".
 Acabou-se, por sete meses. Foi longo demais até! Engraçado uma coisas dessas... Como é que pode de um namoro pra um casamento a pessoa mudar tanto assim??"

Obs: Texto fictício, não me divorciei xD. Foi apenas uma crítica social.      

terça-feira, 25 de setembro de 2012

O que me faz mulher de verdade?

 Quando você para pra analisar a si mesma, percebe que não passa de um pontinho na sociedade. Você é simplesmente um grãozinho de arroz, escondido no universo, traçado a ter um linha de vida, de acordo com suas atitudes presentes.
 Ao redor de mim não é de se chocar milhares de mulheres, bonitas da maneira que são e se comportam, mas não é normal estar dentro de um ônibus, olhando pela janela essas mesmas mulheres e perguntar a si mesmo: "O que me faz mulher?". Me fazer mulher pelo simples fato de ter uma vagina? Muito pouco e sem noção, talvez. Dentre milhares de atitudes que me vejo rodeada. As pessoas me influenciam e eu às influencio, de qualquer maneira que seja. Qualquer palavra que eu diga, causa um impacto, seja ela simples ou cruel. Afinal de contas, somos impactantes.

 Em meio dessa linha, confesso não chegar a total conclusão. Ser mulher é ter quadris largos? Não é bem isso. Talvez ser mulher seja aquele ser que, mesmo não forçada tão quanto aos homens, mas corajosa por que aceita que tem medos e raciocínios difíceis. E que no meio dessas dificuldades, sempre haverá uma maneira delicada e feminina de resolver todos eles.
 Eu já notei como aquela moça empresária super inteligente e bem-vestida, no meio da correria, segura seu expresso do Starbucks com toda a delicadeza que apenas uma criatura feminina pode mostrar.

 A mulher não tão jeitosinha, mas que cuida dos seus filhos com todo o carinho do mundo, deixando a si mesma pelas crianças- coisa de mãe coruja-, não deixa seus traços femininos escondidos- sério, só sensibilidade para ver isso, de poeta.
 A mulher é um ser que não precisa ser a mais bonita, a mais inteligente, a mais culta ou a mais carinhosa, mas por que simplesmente, uma mulher de verdade, não importando o que faça, sempre deixa uma marca. Pode não ser a mesma marca, ou o mesmo impacto, mas ela sabe deixar isso, discretamente e ser foi esperta o suficiente, quando sai pela porta, deixa um rastro de perfume n.1.
 Queira ou não, em tudo que se faça, a delicadeza é algo que já é da mulher.
 Será que sou mulher pelo fato de ter seios? Não mesmo.

 Uma mulher não se classifica entre mulher de verdade e vadia, até por que há outro item chamado imaturidade. A imaturidade todos já tiveram, mas há as que persistem na mesma.
 Posso não ser ainda uma mulher de verdade, e sim imatura, o que não quer dizer que sou uma vadia.
 A mulher de verdade sabe se colocar em seu lugar sem perder a classe; ela sabe pedir perdão por suas faltas e não sai com todos os cafajestes chegando apenas na conclusão de que todos os homens são iguais. A mulher de verdade é gordinha, magrinha, baixinha, alta, loira ou morena, e simplesmente se aceita, não se abala. Ela sabe a hora de manter a boca fechada e manter sua paciência. Ela vive em três conjuntos: Casa, trabalho e família e ainda sim cuida deles como os pontos mais importantes. Uma mulher de verdade, não precisa usar o corpo ou roupas curtas para se destacar. Ela poderia estar encharcada ou sem maquiagem alguma, mas sabe fazer um discurso correto e seguro. Aquela que chega em casa e dá um abraço forte no filho, por que venceu mais um dia.

 Eu ainda não sou uma mulher de verdade, mas quando ser uma, quero ter todas essas características.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Crítica de Livro- Hamlet

 William Shakespeare, particularmente falando, foi o melhor escritor que já li. Como naquela época, o teatro estava muito no sucesso, seus modelos eram escritos como tal. O retrato da estória de Hamlet, é baseado e dividido em três itens: Conformação, vingançaobsessão. Mas são fases durante o livro.

 As Faces de Hamlet

 Com a morte de seu pai, Rei Hamlet, Hamlet se sente triste e solitário, mas ele o aceita. Essa é fase da Conformação. Para Hamlet, seu pai teve uma morte normal, afinal, sua hora já havia chegado. O príncipe estava para se tornar rei, por isso, deveria se focar em algumas obrigações básicas, como saber a arte da defesa, saber se aproximar e conseguir a confiança dos plebeus e manter a postura real antes mesmo de subir ao trono. Nota-se, que Hamlet era um rapaz muito bondoso e inteligente. Eu o vi como uma pessoa que adorasse ajudar o próximo, uma pessoa extremamente presente, mesmo que não houvesse uma imagem sua... Enfim, um verdadeiro líder nato. Embora tivesse todas essas qualidades, Hamlet estava preocupado em ser rei. Ofélia, filha de Claudio, era cortejada pelo príncipe. Como não é uma estória de amor, como Romeu e Julieta ou Sonho de Uma Noite de Verão, o relacionamento dos dois não ficou tão claro, mas tinha-se um respeito pelo outro, a princípio.

 (Sério, é meio complexo isso, quase me perdi... Mas vamos continuar).
 Quando o fantasma do Rei aparece o conta tudo o que acontecera, já era meio tarde, pois seu tio Claudio já tomara o poder e se casara com a rainha. É onde Hamlet começa a planejar a Vingança. Mas essa vingança era totalmente mal planejada, por que Hamlet não tinha uma mente homicida, muito menos cruel. No começo, Hamlet se sente muito preso em si, sem saber o que fazer e o que decidir. Eu achei que ele começaria a ter problemas psíquicos nessa fase, mas era apenas o começo. (Pensei em mencionar Indecisão, ou seja, quatro itens, mas mais para frente dá para entender por que não coloquei).
 A fase da Obsessão é a que todos conhecem: É Hamlet contra si mesmo. Sua capacidade de entendimento, ou até de noção mental começa a definhar, quase a desaparecer. Hamlet quer eliminar seu tio Claudio e começa essa batalha de Ser ou não ser- fazer ou não fazer.
"Ser ou não ser, eis a questão...": A indecisão de Hamlet por decidir em
vingar a morte de seu pai.

 Sigmund Freud e Hamlet

 Freud tem uma tese bastante conhecida, chamada Complexo de Édipo.

 O que é Complexo de Édipo?
 Freud analisou a mitologia Édipo Rei. Segundo a mitologia, Édipo estava aguardado pelo destino de matar seu pai e casar-se com sua mãe, não importasse que rumo escolhesse. Tirando suas conclusões e estudos pela estória, Freud concluiu que, o homem (criança) tem uma paixão carnal por sua mãe, inconscientemente e que seu pai é seu maior rival.
 (Achei que Freud estivesse meio que obcecado por esse estudo e o atribuía a tudo que lesse... Mas, dei uma colher de chá: o psiquiatra tinha razão).
 Hamlet, na estória, seria o próprio pai- por isso o nome Hamlet encaixa-se nos dois personagens. Após a morte do rei, o casamento de Cláudio e a rainha e a revelação, Hamlet se sentiria traído por sua própria mãe. "Por que a rainha não estava nem um pouco preocupada com a morte do rei? Devo me vingar!", ele pensaria mais ou menos isso. Com isso, Hamlet começa a perder total confiança pelas mulheres, acreditando que todas fossem traíras.

 Ato III

 Cena I


HAMLET — Ah! Ah! És honesta?
OFÉLIA — Como assim, príncipe?
HAMLET — És bela?
OFÉLIA — Que quer dizer Vossa Alteza com isso?
HAMLET — É que se fores, a um tempo, honesta e bela, não deves admitir intimidade entre a tua honestidade e a tua beleza.
OFÉLIA — Mas, príncipe, poderá haver melhor companhia para a beleza do que a honestidade?
HAMLET — Realmente, que a beleza, com o seu poder, levaria menos tempo para transformar a honestidade em alcoviteira do que esta em modificar a beleza à sua imagem. Já houve época em que isso era paradoxo; mas agora o tempo o confirma. Cheguei a amar-te.
OFÉLIA — Em verdade, o príncipe me fez acreditar nisso.
HAMLET — Não deverias ter-me dado crédito, porque a virtude não pode enxertar-se em nosso velho tronco, sem que deste não remanesça algum travo. Nunca te amei.
OFÉLIA — Tanto maior é a minha decepção.
HAMLET — Entra para um convento. Por que hás de gerar pecadores? Eu, de mim, considero-me mais ou menos honesto, mas poderia acusar-me de tais coisas, que teria sido melhor que minha mãe não me houvesse dado à luz. Sou orgulhoso, vingativo, cheio de ambição, e disponho de maior número de delitos do que de pensamentos para vesti-los, imaginação para dar-lhes forma, ou tempo para realizá-los. Para que rastejarem entre o céu e a terra tipos como eu? Todos somos consumados velhacos; não deves confiar em ninguém. Toma o caminho do convento. Onde se encontra teu pai?
OFÉLIA — Em casa, alteza
HAMLET — Que lhe fechem as portas, a fim de impedirem que faça papel de tolo, a não ser em sua própria casa. Adeus.
OFÉLIA — Ajuda-o, céu de bondade.
HAMLET — Se tiveres de casar, dou-te por dote a seguinte maldição: ainda que sejas casta como o gelo e pura como a neve, não escaparás à calúnia. Vai; entra para o convento; adeus. Ou então, se tiveres mesmo de casar, escolhe um néscio para marido, porque os assisados sabem perfeitamente em que monstros as mulheres os transformam. Para o convento, vai; e isso depressa. Adeus.
OFÉLIA — Poderes celestiais, restituí-lhe a razão!
HAMLET — Conheço muito bem vossas pinturas; Deus vos deu um rosto e arrumais outro; andais aos pulinhos e com requebros, falais cheias de esses e dais nomes indecentes às criaturas de Deus, fazendo vossa leviandade passar por inocência. Vai; não insisto, porque foi isso que me deixou louco. O que digo é que não teremos casamentos; os que já são casados, com exceção de um, hão de continuar vivos; os de mais, prosseguirão como estão. Para o convento; vai! (Sai).

 Shakespeare e a Bondade

 Uma coisa curiosa do autor, em praticamente todos os livros, é a honestidade e a bondade nos personagens, principalmente o poder de conversão deles para o lado do bem, isso nos vilões. O personagem Cláudio, mostra claramente, com as palavras como se sentia arrependido de ter matado seu irmão (e cá entre nós, quem realmente é ruim, não se arrepende de nada). Isso dá uma confusão à mente, fazendo com que não sabemos quem é realmente o lado bom, se Hamlet ou o tio. 

 The Themes of Shakespeare (Hamlet)- Legendado.

Espero terem gostado da crítica ;-)

domingo, 26 de agosto de 2012

Crítica de Livro- O Pequeno Príncipe

Algumas pessoas não gostam de falar seriamente sobre O Pequeno Príncipe. Algumas dessas pessoas acreditam que o livro é infantil e "óbvio" demais para ser comentado.
 Eu acredito que todo livro pode ser comentado, por que além do mais, o autor não escreve algo para ser deixado de lado. O Pequeno Príncipe é uma estória doce e parece ter sido escrita por um rapazito de 5 anos. E no bom sentido!

O Autor

 Quando se lê um livro, ele muitas vezes quer dizer muito sobre o autor, seja psicologicamente, seja tecnicamente falando. Antoine de Saint- Exupery foi uma criança eterna. Não li muito sobre sua vida, mas apenas pegando seu Magnum Opus, deu para perceber muito de seu comportamento. O estilo sonhador e que era, na maioria das vezes, rodeado pela utopia. 
 Em sua frases e palavras, Antoine era doce para com uma mulher, leal à uma amizade e um Peter Pan da vida real- às vezes tenho fé de que se, J. M. Barrie não tivesse criado Peter Pan, talvez Antoine teria feito isso. A linguagem do autor para com as pessoas também é muito interessante, vidrando adultos e crianças, em apenas um modo de se expressar, sendo claro e preciso.
"Serei único para você e você será único para mim. Entende?"

O Pequeno Príncipe

 Antoine utilizava apenas uma maneira de se comunicar: O linguajar das crianças. Quem nunca tinha lido o livro antes, pode ter pensado que era apenas um livrinho bonitinho voltado para meninos de dez anos. É quase o oposto. O livro é todo bem estratégico, pois além de ter uma narrativa em primeira pessoa para com os leitores, ele "desperta" a criança adormecida no adulto rotineiro, pai de família, homem de negócios. É como se Antoine se dirigisse para alguém e dissesse: "Ei! Lembra como era sua infância? O que costumava fazer? O que gostava de ficar? Quem você era e onde você estava quando viajava em sua mente?". A criança tem um poder imenso de imaginação que muita gente não imagina. 
 Quando crescemos, parece que esse nosso lado imaginativo é deixado de lado, esquecido, mas nunca eliminado. É o mesmo que alguém ligar a tv e passar desenhos animados. A maioria para para assisti-los, porque desperta nossa criança interior.
 Antoine com toda a certeza deve ter acreditado ser novamente essa criança. Ele se colocou há 30 anos atrás, e criou um menino que vivia em um lugar além de nosso conhecimento. Com o acidente que sofreu em  1935, no deserto, Antoine teve alucinações por falta de alguns mantimentos, pessoas e água, fazendo-o com que voltasse e criasse o Pequeno Príncipe, quanto aos seus pensamentos no momento.
 As situações do livro em que são divididas são momentos de reflexão, como por exemplo, a viagem do príncipe pelos planetas a procura de um amigo:

 A Rosa: O Pequeno Príncipe sentia-se muito sozinho em seu pequeno planeta, plantando assim, uma rosa. Pena que a delicada não era tão delicada. A rosa era extremamente exigente e cheia de frescuras. Porém, de tão bonzinho que era, o Pequeno Príncipe aderia à suas vontades. "É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas".

O Rei: Onde já se viu um rei que não manda em ninguém? Aliás, fingia mandar. Afinal, não tinha reino, não tinha empregados, nada, nada em sua volta! "É preciso exigir de cada um o que cada um pode dar".

 O Bêbado: Nada da vida faz, além de beber, e além do mais, não resolve nada para melhorar a vida. "Bebo para esquecer a vergonha de beber".

 O Homem de Negócios: Em seu planeta, está ele, que vive trabalhando para ganhar mais e mais. Porém, o que ganha, nunca usa, pois sua vida se resume a trabalhar e não parar. É o "adulto". "Compro estrelas para comprar mais estrelas!".

 O Acendedor de Lampiões: Acende, apaga, acende, apaga, acende... Como o Homem de Negócios, sua vida se resume a uma coisa só. O planeta gira e ele vive na mesma rotina de apagar os lampiões de seu planeta. "Aí! que está! O planeta de ano em ano gira mais depressa e o regulamento não muda!".

 O Geógrafo: Ele estuda todos os lugares e tudo nos mapas, mas nunca saiu da cadeira para conhecê-los! "É muio raro um oceano secar, é raro uma montanha se mover". 

 O Vaidoso: Elogios, mais elogios! Ele vivia sua vida só disso, como se as pessoas fossem seu infla-ego. "Mas o vaidoso não ouviu [...] Só ouvia elogios".

 A Serpente: O Príncipe quase caiu nas ameaças da serpente, que fingindo sua amiga, tinha intenções piores. "Mas eu sou mais poderosa que o dedo de um rei".

 A Raposa: Com suas conquistas e viagens, houve algo que valeu a pena. Um ser que mostrou que a amizade é algo que não se compra, e se for forte, dura para sempre, não importando a distancia. "Tu tornas eternamente responsável pelo que cativas".
Espero que gostaram da crítica ;-)

domingo, 29 de julho de 2012

Crítica de Livro- Lolita

 Eu adoro livros sensuais. Não sei, é instintivo. É muito bom ler livros que falem sobre relacionamentos mais fortes, não muito da maneira pura da coisa. O livro Lolita é esse tipo de livro. Ele é quente, provocador e proibido (pelo menos naquela época). Não dá para se saber o que se passou na mente de Vladimir Nabokov. O autor realmente escreveu algo que ninguém havia imaginado antes (talvez praticado, mas não imaginado).
 O livro recebeu muitas críticas na década de 1950, sendo considerado sujo e que fazia apologia  à pedofilia. Lolita é um termo criado pelo próprio autor, significando "uma menina jovem, na idade de puberdade e corpo desenvolvido sexualmente". Para mim foi um livro que me deixou dividida entre o amor e a atração do professor Humbert.

 É um livro que se passa em primeira pessoa, então os sentimentos do personagem deveria ser óbvio. Mas para mim não foi. Achei que ficou confuso nessa hora. Humbert já era um homem que tinha grande interesse por meninas mais novas, mais na faixa de 17 ou 18 anos. Quando ele conhece Dolores, de 11 anos, a atração é maior ainda- e estranha. Não passa um momento em que ele entra em seu consciente e repara todos os detalhes de Lolita. É de uma certa forma bonita, mas obcecada.  
 Ele tinha uma necessidade muito grande da menina emocionalmente, mas ela não. Ela era independente, rebelde e algumas vezes cruel. Ela era o pecado, pois parecia gostar dele, mas gostava de pisar em seus sentimentos. Quanto aos sentimentos, é isso que me deixou confusa: Seria apenas atração ou realmente ou amor. No início do livro, ele mostrava-se apenas sexualmente atraído por ela, porém, conforme passa-se os dias, ele parece começar criar aquele respeito por ela. É aí então que ele começa a mostrar um declínio e desequilíbrio quanto a suas emoções. Ele tem a necessidade muito grande de "te-la", mas ao mesmo tempo, tem um carinho e respeito profundo por ela. 
 O problema maior era a mãe, Charlotte, que acaba se apaixonando por Humbert. E eis que a proposta da mãe surge: ou casa com ela, ou vai embora. Tenso. Ela gostava de Lolita, não podia ficar longe dela. Foi então aceito casar. O momento em que a mãe descobre seu diário e sua obsessão por Lolita, ele é ameaçado a ser presa. A mulher morre atropelada. Foi bem escrito, por que foi menos um trabalho e obstáculo na vida dos dois. 
 Quando Dolores cresce, ela logo fica noiva. É onde Humbert enlouquece e tenta matar o rapaz, a vida dos dois vira um declínio total. Isso por que Lolita não queria se separar. Já casada, Humbert quis separar os dois. É onde a obsessão de Humbert fica pior. Após a tentativa de assassinato, Humbert vai preso.
 Foi um amor-aventura entre os dois. Porém, mais aventura por parte dela e amor por parte dele. Quando ela fica mais madura mentalmente, essa atração proibida parece ter sido esquecida lá trás.
 "Lolita, meu pecado, minha alma. Lo-li-ta [...]Ela era Dolly na escola. Ela foi Dolores na linha pontilhada. Mas em meus braços era sempre Lolita".
 Espero terem gostado da crítica (-;

 Lolita (Filme de 1997)

Crítica de Livro- Formaturas Infernais

Esse livro realmente é uma ideia muito bacana por parte de autoras conhecidas. Ele foi escrito por Meg Cabot, Stephanie Meyer, Michele Jaffe, Kim Harrison e Laureen Myracle. Das cinco, só reconheci as duas primeiras, que são escritoras de O Diário da Princesa e Crepúsculo. São cinco contos de terror, baseados em dias de formatura, em que coisas estranhas acontecem. As autoras escreveram os seguintes:

  • A Filha da Exterminadora- Meg Cabot;
  • O Buquê- Laureen Myracle;
  • Madison Avery e a Morte- Kim Harrison;
  • Salada Mista- Michele Jaffe;
  • Inferno na Terra- Stephanie Meyer.

De todos que li, o que mais gostei foi O Buquê, simplesmente porque foi baseado em um conto já existente. E o lado "técnico", foi A Filha da Exterminadora.
 Gostei de A Filha da Exterminadora por que a autora Meg Cabot escreveu de uma maneira que eu estou trabalhando no meu segundo livro. Ela separa os capítulos de acordo com a visão dos personagens, em primeira pessoa. 
 O conto O Buquê é realmente encantador e estranho. Quando lemos algo, é natural imaginarmos as cenas em nossa mente (se você não faz isso, comece). É muito bom se colocar no personagem e se sentir encurralado na situação. Quando a autora disse ter se baseado em conto já existente, fiz questão de procurar. O conto se chama A Pata do Macaco. Ele fala da morte de um filho e que os pais usaram um buquê maldito para ressuscitá-lo. No conto de Laureen Myracle, é um pouco mais diferente. A personagem Frankie gostava de seu amigo Will e junto com ele e sua outra amiga Yun Sun, foram para a Madame Zanzibar para saber sobre a formatura. Frankie desejava que Will a convidasse, mas este era muito tímido. Ao encontrar o buquê na sala de Madame Zanzibar, Frankie deseja que Will a convide. Em um dia comum, sem que seu amigo ainda a convide, Frankie recebe um telefonema que Will havia morrido. Will havia subido na maior caixa d'agua da cidade, convidando Frankie para o baile, escrevendo nas estruturas. Frankie decide ressuscitá-lo, mas quando percebe o que fez, imediatamente desfaz o pedido.
 Confesso que no fim assustei. Deu um frio na espinha. O mais interessante é quando a autora diz: "Cuidado com o que deseja". É muita impulso da personagem, desde o começo ao fim. Normalmente, apenas pensa nas consequências quando já está no fio. 
 Os outros contos não me assustaram nem ao menos gostei. Algumas coisas não faziam sentido e parecia apenas momentos estranhos, sem ao menos saber como invadir o psicológico.
 Espero terem gostado a crítica (-;

 Conto: A Pata do Macaco


Crítica de Livro- Contos Libertinos

 Quem já leu os livros de Marquês de Sade já percebeu que o escritor foi um cara muito além de sua época, mais ou menos no século XVII. É o de se esperar de um livro clássico: o linguajar e maneiras da época. O caso é que Sade era aquele tipo de homem que remava contra a maré: Era ateu, não queria obedecer as leis impostas pela igreja e um fanático por sexo.Perfis totalmente fora do padrão correto na época. Sade escreveu vários contos sexuais, como 120 Dias de Sodoma e Contos Libertinos.
 Eu apenas li o segundo e posso dizer que ele era realmente "excitantemente" um gênio. Para começar, Sade conseguiu ir além ao seus contos. Eram estórias que teriam um pensamento de hoje em dia. Ele pouco se preocupava com o que as pessoas, o país, até Napoleão Bonaparte (que entregou-lhe o livro e o imperador mandou queimar) pensavam. Seu instinto sexual e talento eram muito maiores que isso. Foi aí que ele começou a chutar o balde e escrever mais e mais, até ser internado por loucura (quem viu o filme Contos Proibidos, sabe da história).


Os Contos Mais Saborosos

São vários contos no livro, mas os que mais me chamaram a atenção foram os "O Marido Padre" e "O Professor Filósofo". Por mais que Sade tenha sido muito sexual em suas estórias, pode-se perceber que ele não era tão explícito, mas sim sensual. Ele escrevia de uma maneira que seduzisse o leitor, faze-lo pedir mais e mais. Uma coisa curiosa em sua vida, é o seu "ódio" pelo catolicismo, principalmente por padres. Acredito que Sade era do tipo que acreditava que se um homem comum é de um jeito, o padre também é, afinal, sexualidade não escolhe. Vem aquele velho papo de que os padres mantinham relações sexuais com coroinhas e meninos.
 No conto "O Professor Filósofo" não é um padre, apenas um professor mesmo. Mas, apesar de seus ensinamentos ao seu discípulo, o professor era de caráter sujo e doentio. Em uma de suas aulas, ele chama outra menina, mais ou menos da mesma idade de seu discípulo. A "lição" era saber sobre a vida. É nesse momento que se chega ao voyeurismo. Sade tinha um encanto pela ingenuidade e pureza, mas para fazê-los mudar de lado.
 O conto "O Marido Padre" foi para mim tanto engraçado quanto comum hoje em dia. É a sua visão que ele tinha dos padres. Um casal morava perto da igreja e o marido era amigo do padre. No momento que o padre pede para o marido comandar a igreja por um dia, o padre se envolve com a mulher. O engraçado dos contos é o próprio linguajar, que digo. Era "Oh santa" pra cá, era "Oh alma pura" pra lá. Eu tive uma visão um tanto "forte" enquanto lia o conto. Imaginava o padre bem eufórico, quase desesperado.
 São contos muito bem feitos e vale a pena ler. É o tipo de livro que seduz o leitor o tempo todo. Para quem gosta mais de livros sensuais do que exageradamente sexuais (como contos eróticos de hoje em dia), os livros do Marquês de Sade valem muito a pena.
 Espero terem gostado da crítica (-;

sábado, 28 de julho de 2012

Crítica de Livro- O Vendedor de Sonhos

Augusto Cury é um cara que impressiona. Aliás, é um psiquiatra que impressiona. O seu livro O Vendedor de Sonhos- E a Revolução dos Anônimos é um retrato da sociedade, em que muitas vezes a pessoa fecha os olhos. O comportamento, as perdas, as importâncias chulas e modernismo é um dos elementos citados pelo Mestre.

A Filosofia nas Ruas

 Mestre era um mendigo de juntava pessoas ao seu redor, a fim de segui-lo e aprender com ele. Suas filosofias eram bastante fortes, de frases curtas, grossas e sérias. Ele não era, então, um morador de rua comum. Uma dos trechos do livro, refletindo sobre a sociedade, diz o seguinte: "Se as ideias são tão fortes a ponto de construir armas, deverão ser fortes o suficiente para encontrar soluções que não nos levem a usá-las". O personagem principal, a todo tempo caminhava como seu grupo, analisando o comportamento humano, instruindo seus discípulos.
 O livro é quase uma ideia sobre Jesus, de uma certa maneira. Segundo o próprio autor, ele foi ateu e um dos grandes. Não entendi exatamente o motivo de sua convertidão, mas a imagem de Jesus no livro é bastante óbvia ao personagem, porém interessante. Confunde-se se o autor ainda é ateu ou não. Não tem nada a ver com o livro, mas o que se diz sobre o autor é muito no livro também.O que achei estranho e achei difícil de analisar, foi os personagens Prefeito e Bartolomeu. Uma mistura de loucos-felizes e a vontade que Cury tinha para fazer um "stand-up comedy" com eles.
 Augusto Cury sempre em seus livros tem a ideia de instruir e influenciar as pessoas a não desistirem dos seus sonhos. Ele baseia-se em suas estórias o quão o homem é capaz de conquistar aquilo que deseja como pensamentos positivos e lutas. Eu sempre gostei de livros ou artigos que falassem sobre psiquiatria ou psicologia. É genial e humilde, quando as pessoas dividem o que sabem.
 O Mestre é o tipo de pessoa que largou tudo o que tinha, tudo o que acreditava que fazia mal a ele para conseguir encontrar uma maneira correta de viver e auxiliar quem mais precisasse. Ser egoísta é uma coisa que o ser humano quase não consegue deixar de ser, mas não é impossível. O mundo é viciado e louco pelo meio material. A pessoa que tem um celular e não vive sem ele, é um dos exemplos de como a tecnologia e os bens materiais são mais importantes que o homem em si. O dinheiro é algo que muitos querem largar. Querem mesmo, mas não sabem, pois senão não sobrevivem.
 "Sem sonhos, seremos servos do egocentrismo, vassalos do individualismo, escravos de nossos instintos. O maior sonho a ser vendido nessa sociedade consumista é o sonho de uma mente livre".
 Espero terem gostado da crítica (-;

Crítica de Livro- Traição Entre Amigas

 Não sou muito fã de livros que falem sobre adolescência- apesar de ter lido Crepúsculo. Sempre tive uma visão de que livros assim eram chatos, de gírias demais, comportamentos rebeldes que não dá para aguentar e paixões bobonas. Mas gosto de ter uma visão ampla de tudo antes de julgar.
 O livro Traição Entre Amigas é um retrato da adolescência, mas de uma forma interessante e eu vou dizer porque: A autora, Thalita Rebouças, é uma comediante em seus textos. Quem leu não pode dizer que não riu. As situações que ela coloca os personagens, tanto ao ridículo quanto ao louco são únicas. Quando peguei o livro eu pensei: "Deve ser aqueles textos sobre Justin Bieber e Backstreet Boys". Não. É um livro que se trata basicamente de problemas que toda garota adolescente passa ou já passou.



 Amigas X Rivais

 "Não dá Penélope! Não consigo beijar um cara depois de um 'oi". Eu me vi nessa "nerdizinha" recatada chamada Luiza. Luíza tem uma amiga chamada Penélope. Penélope é uma amiga que todo mundo quer ou já teve. Ela é baladeira, linda, vaidosa, companheira que te puxa da cama quando você está triste e diz: "Bora' badalar!". As duas não se separam nem pra ir ao banheiro- E que mulher não, né?. Elas fazem teatro juntas e Luiza namora Vicent- namora não, rola, alguma coisa do tipo. Vicent é um rapaz que todas as meninas desejam, deixando o ciúme em Luiza. 
 Eis que chega o dia em que Penélope fica com o Vicent, bêbada, mas fica. O amor das duas é uma coisa muito bonita que reparei, mas por um instante. Quando Penélope conta a Luza o que aconteceu, a mesma se "transforma". Os piores xingamentos são ditos e não achei que fosse da boca pra fora. Talvez por momento de raiva, mas achei sincero. 
 Luiza então resolve virar "rebelde" e a melhor arma para isso é ser o que não é na internet. Lá ela conhece o médico Gabriel. Bonitão, ouve The Beatles, Renato Russo, toca violão, quer ter filhos- quem não se apaixonaria, não é mesmo? Afinal, internet é onde a sinceridade... Não existe! A rebeldia de Luiza é engraçada. É do tipo "pra começar, vou quebrar um prato no chão!". Ela se coloca na internet como uma pessoa totalmente diferente do que é na vida real. O mesmo que Gabriel. Em momento de paixão, quando finalmente os dois se conhecem na vida real- na orla da praia, pra deixar clima romântico- aos poucos, Luiza começa a ver a real do novo namorado. Gabriel era casado, tinha filhos, mas quando a notícia foi dada, já era tarde: Luiza estava grávida. 
 Desde momento em seguida, foi o que mais me chocou. Gabriel a forçou a fazer o aborto. Quando se coloca em uma situação assim, é realmente delicado. Na verdade, difícil de expressar, simplesmente pelo fato de ser mulher. 
 Enquanto isso, Penélope foi estudar no exterior, com intuito de ser atriz, mas não consegue. Penélope para mim se mostrou mais madura depois do erro que cometera. Porém também engravidou, sem planejar antecipadamente.
 Luiza estava mais cruel e vingativa. Ela estava com aquela sensação de vingança, queria destruir a família de Gabriel. O reencontro entre as amigas não permitiu que Luiza continuasse com a ideia. 
 A personagem Luiza se mostra extremamente sentimental. Uma pessoa que apenas segue suas emoções e pratica suas ações impulsivamente. Penélope já é uma pessoa que sabe avaliar e mudar. E se a vida está ruim, ela sempre toma uma maneira de melhorar. Porém, é uma amizade forte. Elas estivam juntas no começo e no fim.
 Espero terem gostado da crítica (-;

Crítica de Livro- Saga Crepúsculo

Primeiramente, não li todos os livros da saga, apenas o primeiro. Livros grandes me dão curiosidade, (um pouco de medo) pois quando eu meço a largura eu penso: "Cara, é muita estória pra contar!". Eu gosto muito de escrever, mesmo, mesmo. Mas, não consigo me ver escrevendo um livro enorme! Por duas coisas o Crepúsculo me chamou a atenção:
1- O tamanho imenso do livro (não tanto quanto O Mundo de Sofia);
2- Por que as pessoas não paravam de comentar.
Como disse, não li todos, apenas o volume 1. É curioso como a autora Stephanie Meyer entra fundo nas emoções dos personagens. Ou a personagem. Isabella Swan.Gosto disso. Gosto de autores que escrevem com toda a emoção para mostrar a maneira que a personagem se comporta. Porém, Meyer foi além. Ela mostrou uma adolescente com problemas e frustrações comuns.Mas esse é ponto. Ela é uma garota com TODOS os problemas. Quando lemos ou assistimos a um filme e que o/a personagem seja dessa maneira, nós esperamos que ela supere e modifique para melhor. Bella não fez isso. Aliás, ela não teve (ou nem se deu) a oportunidade para isso. O mundo da Bella é envolto em um círculo, onde ela caminha nele.


A Estória a Fundo

 Isabella se muda para Forks. Ela é o perfil clássico e verdadeiro daquelas meninas que chegam em uma escola e não sabe com quem se enturmar (eu me vi nela nisso).Até que ela faz amizade rápido, pelo que li. Mas, então de repente, Bella vê o "menino-popular-bonito-que-ninguém-o-terá". Edward Cullen era um garoto branco, alto e diferente de todos em sua volta.
 Ele se sentava ao lado de outros Cullen no refeitório. Bella tem aquele "sentimentos de garota comum" por ele. Rapaz bonito, atração na certa, mas lógico, uma coisa fraca. O momento que mais me chama atenção (e talvez eu pule demais o livro, devo) foi a maneira que Edward ficava encantado, ao mesmo tempo enjoado pelo cheiro doce de Bella. Achei meio sedutor, menos por um momento: Edward estava apaixonado por ela. No mundo real, para que a pessoa chegue ao extremo do amor, é necessário muita convivência, compreensão e até discussão. Uma pessoa que bate o olho de do nada já é amor, é estranho e mal contado!
 Os sentimentos da Bella, é uma coisa que é contada em todo o livro. Ela é uma pessoa extremamente confusa, submissa e sem peito para nada. Todas as decisões que ela pensa são dadas a Edward e tudo que faz em sua vida são porcaria. Ou seja, ela não sabe mudar nada de ruim, simplesmente por que ela gosta de viver em dificuldades, que ela mesmo se coloca.
 Acredito que toda estória e livro tem um pouco do autor e a impressão que tenho de Stephanie Meyer é que ela é uma eterna adolescente-fantasiosa que quer tratar a realidade de uma maneira que não existe. Conforme se lê o livro, dá-se uma grande depressão. Se o leitor está feliz no momento, ao terminar o livro, vai chorar... mas de raiva. Alguns dizem: "É só um livro". Todos sabem que é. Tudo bem. Mas o livro é uma mistura de fantasia e realidade. Sentimentos não são fantasia e eu nunca encontrei alguém que se comportasse dessa maneira.
 Crepúsculo tinha tudo para ser um livro sedutor, como o Drácula, mas não foi. Simplesmente não foi.
 Espero terem gostado do meu ponto de vista (-;