segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Crítica de Livro- Hamlet

 William Shakespeare, particularmente falando, foi o melhor escritor que já li. Como naquela época, o teatro estava muito no sucesso, seus modelos eram escritos como tal. O retrato da estória de Hamlet, é baseado e dividido em três itens: Conformação, vingançaobsessão. Mas são fases durante o livro.

 As Faces de Hamlet

 Com a morte de seu pai, Rei Hamlet, Hamlet se sente triste e solitário, mas ele o aceita. Essa é fase da Conformação. Para Hamlet, seu pai teve uma morte normal, afinal, sua hora já havia chegado. O príncipe estava para se tornar rei, por isso, deveria se focar em algumas obrigações básicas, como saber a arte da defesa, saber se aproximar e conseguir a confiança dos plebeus e manter a postura real antes mesmo de subir ao trono. Nota-se, que Hamlet era um rapaz muito bondoso e inteligente. Eu o vi como uma pessoa que adorasse ajudar o próximo, uma pessoa extremamente presente, mesmo que não houvesse uma imagem sua... Enfim, um verdadeiro líder nato. Embora tivesse todas essas qualidades, Hamlet estava preocupado em ser rei. Ofélia, filha de Claudio, era cortejada pelo príncipe. Como não é uma estória de amor, como Romeu e Julieta ou Sonho de Uma Noite de Verão, o relacionamento dos dois não ficou tão claro, mas tinha-se um respeito pelo outro, a princípio.

 (Sério, é meio complexo isso, quase me perdi... Mas vamos continuar).
 Quando o fantasma do Rei aparece o conta tudo o que acontecera, já era meio tarde, pois seu tio Claudio já tomara o poder e se casara com a rainha. É onde Hamlet começa a planejar a Vingança. Mas essa vingança era totalmente mal planejada, por que Hamlet não tinha uma mente homicida, muito menos cruel. No começo, Hamlet se sente muito preso em si, sem saber o que fazer e o que decidir. Eu achei que ele começaria a ter problemas psíquicos nessa fase, mas era apenas o começo. (Pensei em mencionar Indecisão, ou seja, quatro itens, mas mais para frente dá para entender por que não coloquei).
 A fase da Obsessão é a que todos conhecem: É Hamlet contra si mesmo. Sua capacidade de entendimento, ou até de noção mental começa a definhar, quase a desaparecer. Hamlet quer eliminar seu tio Claudio e começa essa batalha de Ser ou não ser- fazer ou não fazer.
"Ser ou não ser, eis a questão...": A indecisão de Hamlet por decidir em
vingar a morte de seu pai.

 Sigmund Freud e Hamlet

 Freud tem uma tese bastante conhecida, chamada Complexo de Édipo.

 O que é Complexo de Édipo?
 Freud analisou a mitologia Édipo Rei. Segundo a mitologia, Édipo estava aguardado pelo destino de matar seu pai e casar-se com sua mãe, não importasse que rumo escolhesse. Tirando suas conclusões e estudos pela estória, Freud concluiu que, o homem (criança) tem uma paixão carnal por sua mãe, inconscientemente e que seu pai é seu maior rival.
 (Achei que Freud estivesse meio que obcecado por esse estudo e o atribuía a tudo que lesse... Mas, dei uma colher de chá: o psiquiatra tinha razão).
 Hamlet, na estória, seria o próprio pai- por isso o nome Hamlet encaixa-se nos dois personagens. Após a morte do rei, o casamento de Cláudio e a rainha e a revelação, Hamlet se sentiria traído por sua própria mãe. "Por que a rainha não estava nem um pouco preocupada com a morte do rei? Devo me vingar!", ele pensaria mais ou menos isso. Com isso, Hamlet começa a perder total confiança pelas mulheres, acreditando que todas fossem traíras.

 Ato III

 Cena I


HAMLET — Ah! Ah! És honesta?
OFÉLIA — Como assim, príncipe?
HAMLET — És bela?
OFÉLIA — Que quer dizer Vossa Alteza com isso?
HAMLET — É que se fores, a um tempo, honesta e bela, não deves admitir intimidade entre a tua honestidade e a tua beleza.
OFÉLIA — Mas, príncipe, poderá haver melhor companhia para a beleza do que a honestidade?
HAMLET — Realmente, que a beleza, com o seu poder, levaria menos tempo para transformar a honestidade em alcoviteira do que esta em modificar a beleza à sua imagem. Já houve época em que isso era paradoxo; mas agora o tempo o confirma. Cheguei a amar-te.
OFÉLIA — Em verdade, o príncipe me fez acreditar nisso.
HAMLET — Não deverias ter-me dado crédito, porque a virtude não pode enxertar-se em nosso velho tronco, sem que deste não remanesça algum travo. Nunca te amei.
OFÉLIA — Tanto maior é a minha decepção.
HAMLET — Entra para um convento. Por que hás de gerar pecadores? Eu, de mim, considero-me mais ou menos honesto, mas poderia acusar-me de tais coisas, que teria sido melhor que minha mãe não me houvesse dado à luz. Sou orgulhoso, vingativo, cheio de ambição, e disponho de maior número de delitos do que de pensamentos para vesti-los, imaginação para dar-lhes forma, ou tempo para realizá-los. Para que rastejarem entre o céu e a terra tipos como eu? Todos somos consumados velhacos; não deves confiar em ninguém. Toma o caminho do convento. Onde se encontra teu pai?
OFÉLIA — Em casa, alteza
HAMLET — Que lhe fechem as portas, a fim de impedirem que faça papel de tolo, a não ser em sua própria casa. Adeus.
OFÉLIA — Ajuda-o, céu de bondade.
HAMLET — Se tiveres de casar, dou-te por dote a seguinte maldição: ainda que sejas casta como o gelo e pura como a neve, não escaparás à calúnia. Vai; entra para o convento; adeus. Ou então, se tiveres mesmo de casar, escolhe um néscio para marido, porque os assisados sabem perfeitamente em que monstros as mulheres os transformam. Para o convento, vai; e isso depressa. Adeus.
OFÉLIA — Poderes celestiais, restituí-lhe a razão!
HAMLET — Conheço muito bem vossas pinturas; Deus vos deu um rosto e arrumais outro; andais aos pulinhos e com requebros, falais cheias de esses e dais nomes indecentes às criaturas de Deus, fazendo vossa leviandade passar por inocência. Vai; não insisto, porque foi isso que me deixou louco. O que digo é que não teremos casamentos; os que já são casados, com exceção de um, hão de continuar vivos; os de mais, prosseguirão como estão. Para o convento; vai! (Sai).

 Shakespeare e a Bondade

 Uma coisa curiosa do autor, em praticamente todos os livros, é a honestidade e a bondade nos personagens, principalmente o poder de conversão deles para o lado do bem, isso nos vilões. O personagem Cláudio, mostra claramente, com as palavras como se sentia arrependido de ter matado seu irmão (e cá entre nós, quem realmente é ruim, não se arrepende de nada). Isso dá uma confusão à mente, fazendo com que não sabemos quem é realmente o lado bom, se Hamlet ou o tio. 

 The Themes of Shakespeare (Hamlet)- Legendado.

Espero terem gostado da crítica ;-)

domingo, 26 de agosto de 2012

Crítica de Livro- O Pequeno Príncipe

Algumas pessoas não gostam de falar seriamente sobre O Pequeno Príncipe. Algumas dessas pessoas acreditam que o livro é infantil e "óbvio" demais para ser comentado.
 Eu acredito que todo livro pode ser comentado, por que além do mais, o autor não escreve algo para ser deixado de lado. O Pequeno Príncipe é uma estória doce e parece ter sido escrita por um rapazito de 5 anos. E no bom sentido!

O Autor

 Quando se lê um livro, ele muitas vezes quer dizer muito sobre o autor, seja psicologicamente, seja tecnicamente falando. Antoine de Saint- Exupery foi uma criança eterna. Não li muito sobre sua vida, mas apenas pegando seu Magnum Opus, deu para perceber muito de seu comportamento. O estilo sonhador e que era, na maioria das vezes, rodeado pela utopia. 
 Em sua frases e palavras, Antoine era doce para com uma mulher, leal à uma amizade e um Peter Pan da vida real- às vezes tenho fé de que se, J. M. Barrie não tivesse criado Peter Pan, talvez Antoine teria feito isso. A linguagem do autor para com as pessoas também é muito interessante, vidrando adultos e crianças, em apenas um modo de se expressar, sendo claro e preciso.
"Serei único para você e você será único para mim. Entende?"

O Pequeno Príncipe

 Antoine utilizava apenas uma maneira de se comunicar: O linguajar das crianças. Quem nunca tinha lido o livro antes, pode ter pensado que era apenas um livrinho bonitinho voltado para meninos de dez anos. É quase o oposto. O livro é todo bem estratégico, pois além de ter uma narrativa em primeira pessoa para com os leitores, ele "desperta" a criança adormecida no adulto rotineiro, pai de família, homem de negócios. É como se Antoine se dirigisse para alguém e dissesse: "Ei! Lembra como era sua infância? O que costumava fazer? O que gostava de ficar? Quem você era e onde você estava quando viajava em sua mente?". A criança tem um poder imenso de imaginação que muita gente não imagina. 
 Quando crescemos, parece que esse nosso lado imaginativo é deixado de lado, esquecido, mas nunca eliminado. É o mesmo que alguém ligar a tv e passar desenhos animados. A maioria para para assisti-los, porque desperta nossa criança interior.
 Antoine com toda a certeza deve ter acreditado ser novamente essa criança. Ele se colocou há 30 anos atrás, e criou um menino que vivia em um lugar além de nosso conhecimento. Com o acidente que sofreu em  1935, no deserto, Antoine teve alucinações por falta de alguns mantimentos, pessoas e água, fazendo-o com que voltasse e criasse o Pequeno Príncipe, quanto aos seus pensamentos no momento.
 As situações do livro em que são divididas são momentos de reflexão, como por exemplo, a viagem do príncipe pelos planetas a procura de um amigo:

 A Rosa: O Pequeno Príncipe sentia-se muito sozinho em seu pequeno planeta, plantando assim, uma rosa. Pena que a delicada não era tão delicada. A rosa era extremamente exigente e cheia de frescuras. Porém, de tão bonzinho que era, o Pequeno Príncipe aderia à suas vontades. "É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas".

O Rei: Onde já se viu um rei que não manda em ninguém? Aliás, fingia mandar. Afinal, não tinha reino, não tinha empregados, nada, nada em sua volta! "É preciso exigir de cada um o que cada um pode dar".

 O Bêbado: Nada da vida faz, além de beber, e além do mais, não resolve nada para melhorar a vida. "Bebo para esquecer a vergonha de beber".

 O Homem de Negócios: Em seu planeta, está ele, que vive trabalhando para ganhar mais e mais. Porém, o que ganha, nunca usa, pois sua vida se resume a trabalhar e não parar. É o "adulto". "Compro estrelas para comprar mais estrelas!".

 O Acendedor de Lampiões: Acende, apaga, acende, apaga, acende... Como o Homem de Negócios, sua vida se resume a uma coisa só. O planeta gira e ele vive na mesma rotina de apagar os lampiões de seu planeta. "Aí! que está! O planeta de ano em ano gira mais depressa e o regulamento não muda!".

 O Geógrafo: Ele estuda todos os lugares e tudo nos mapas, mas nunca saiu da cadeira para conhecê-los! "É muio raro um oceano secar, é raro uma montanha se mover". 

 O Vaidoso: Elogios, mais elogios! Ele vivia sua vida só disso, como se as pessoas fossem seu infla-ego. "Mas o vaidoso não ouviu [...] Só ouvia elogios".

 A Serpente: O Príncipe quase caiu nas ameaças da serpente, que fingindo sua amiga, tinha intenções piores. "Mas eu sou mais poderosa que o dedo de um rei".

 A Raposa: Com suas conquistas e viagens, houve algo que valeu a pena. Um ser que mostrou que a amizade é algo que não se compra, e se for forte, dura para sempre, não importando a distancia. "Tu tornas eternamente responsável pelo que cativas".
Espero que gostaram da crítica ;-)