segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Crítica de Livro- Pollyanna

 Nunca tinha ouvido antes a frase: "Ter uma amiga Pollyanna" e queria saber o significado. A pessoa me explicou que queria dizer uma pessoa sem maldade, pura. Mas por que Pollyanna? Por causa do livro de Eleanor H. Porter. A personagem da autora era um anjinho que encantava a todos e ainda era maltratada pela tia má, Miss Polly. "Eu quero ler esse livro", pensei com meus botões. "Quão boazinha será que é Pollyanna?".
 Pollyanna Whttier é uma menina de cabelos louros e longos. Ela acabara de perder seu pai, anos após ter perdido sua mãe, e ingressou diretamente para um orfanato, onde foi criada pelas auxiliadoras femininas. Após um tempo, quando Pollyanna fez onze anos, ela vai para casa de sua tia Miss Polly, uma mulher ranzinza, chata e "cheias de deveres" (o nome Pollyanna veio dos nomes das irmãs da mãe da menina: Polly e Anna). Lá, ela faz amizade com a empregada Nancy, que começa a trabalhar na casa de Miss Polly para poder ajudar sua mãe doente. Além de encantar Nancy, Pollyanna começa a se aventurar pela cidade, ensinando a todos sua brincadeira ensinada por seu pai, chamada "Jogo do Contente" (The Glad Game). Nesse jogo, todos devem ficar contentes, mesmo que algo de ruim aconteça:
Pollyanna: Na casa da tia Polly tem sorvete? Comíamos sorvete no orfanato aos domingos.  
Nancy: Não acredito. Misso Polly não gosta de sorvete. 
Pollyanna: Melhor, assim não fico com dor de barriga.
                                        
 No jogo, ninguém perde e deve se ver o lado bom das coisas.
 Uma coisa que dá para se notar desde o início no livro, era o quanto Pollyanna exclamava: "Oh! Estou tão contente!". E não era de fingimento; ela realmente se sentia contente com tudo o que acontecia.
 Nunca ficava nervosa, e sempre tentava ver o lado bom das pessoas. Simplesmente não via maldade alguma, extremamente ingênua. Apesar que, no início não a achei tão ingênua assim.
Pollyanna: A menina "espertamente" ingênua.

 A Ingenuidade de Pollyanna

 Comecei a indagar a mim mesma, se Eleanor H. Porter queria criar uma personagem ingênua ou uma pessoa que se fingisse ingênua. Em algumas situações a vi bastante esperta, como por exemplo, quando ela visita a doente Mrs. Snow, que uma hora queria geléia e em outra, frango, etc. Pollyanna trouxe-lhe carne de cabrito, mas a velha queria geléia- espertinha, né?- Pollyanna então disse naquele entusiasmo só dela:
 Pollyanna: Eu também trouxe! E adivinha só: Trouxe frango também!
 Ingenuidade ou esperteza? Hum...
 Conforme o livro, uma das coisas que mais me impressionou, foi a maneira com que ela transformava as pessoas, e como as conquistava sendo tão simples.
 Mas voltando ao início, li o livro, mas nunca em minha vida conheci uma Pollyanna- Que pena :((.
 Eu achei que ia acabar ficando com raiva do jeitinho dela (sério, ser vegetal é chato), mas até eu mesma me derreti pela menina, rezei para que o livro não acabasse.
 É um livro maravilhoso e emocionante. São poucos os livros que tem um jeito tão doce e terno como esse e na atualidade, isso quase não existe mais.
 Espero que gostaram da crítica :-)

Pollyanna (1960)


Mãe, me divorciei.

"O Robertinho foi um cara que senti firmeza na hora de aceitar a namorar. Ele não era do tipo de cara que parecia que estava com mulher por curtição. Foram três anos de namoro, até se estender no noivado. No namoro parece até que temos mais liberdade do que noivado. Para muitos talvez isso não faça diferença, mas a partir do momento que se veste a aliança de comprometimento de praticamente "para toda a vida", é um peso. Era de um compromisso gostoso até.
  Eu tinha meu tempo de ficar sozinha e pensativa- talvez quando nervosa, tpm- em minha casa. E quando nos encontrássemos, a cabeça já estava mais fria.
 Eu tinha minhas coisinhas, aquela coisa de ter seu lugar aonde quer, como quer e quando quer. No casamento parece que todo aquele "fru-fru" e paciência com o outro vai se deixando de lado.

 A casa virou uma, o nervosismo um só e a tpm... Continuou uma só, mas eu com a lança e ele com a armadura. Era o caso de "eu quero isso aqui" e "mas eu acho melhor aqui". Obviamente, que no início não é bem assim. Você ainda mantém aquela coisa de apaixonado, quer ficar mais grudado.
 Na cama, é conchinha, respiração na nuca... Aos poucos, os dois se separam por entre lençóis, quase caindo da cama. O estresse da rua acaba se ligando a si e te acompanha em casa e quem paga o pato... o parceiro.
 Isso até eu chegar na casa de minha mãe, e exclamar com o peito inchado de certeza e dizer: "Mamãe, vou me divorciar". Ela me olha, séria e serena e me responde na maior calmaria: "Tudo bem, filha". De costas, pude ouvir o murmuro dela: "Só sete meses casada... Pra'onde vamos?".
 Acabou-se, por sete meses. Foi longo demais até! Engraçado uma coisas dessas... Como é que pode de um namoro pra um casamento a pessoa mudar tanto assim??"

Obs: Texto fictício, não me divorciei xD. Foi apenas uma crítica social.