domingo, 26 de agosto de 2012

Crítica de Livro- O Pequeno Príncipe

Algumas pessoas não gostam de falar seriamente sobre O Pequeno Príncipe. Algumas dessas pessoas acreditam que o livro é infantil e "óbvio" demais para ser comentado.
 Eu acredito que todo livro pode ser comentado, por que além do mais, o autor não escreve algo para ser deixado de lado. O Pequeno Príncipe é uma estória doce e parece ter sido escrita por um rapazito de 5 anos. E no bom sentido!

O Autor

 Quando se lê um livro, ele muitas vezes quer dizer muito sobre o autor, seja psicologicamente, seja tecnicamente falando. Antoine de Saint- Exupery foi uma criança eterna. Não li muito sobre sua vida, mas apenas pegando seu Magnum Opus, deu para perceber muito de seu comportamento. O estilo sonhador e que era, na maioria das vezes, rodeado pela utopia. 
 Em sua frases e palavras, Antoine era doce para com uma mulher, leal à uma amizade e um Peter Pan da vida real- às vezes tenho fé de que se, J. M. Barrie não tivesse criado Peter Pan, talvez Antoine teria feito isso. A linguagem do autor para com as pessoas também é muito interessante, vidrando adultos e crianças, em apenas um modo de se expressar, sendo claro e preciso.
"Serei único para você e você será único para mim. Entende?"

O Pequeno Príncipe

 Antoine utilizava apenas uma maneira de se comunicar: O linguajar das crianças. Quem nunca tinha lido o livro antes, pode ter pensado que era apenas um livrinho bonitinho voltado para meninos de dez anos. É quase o oposto. O livro é todo bem estratégico, pois além de ter uma narrativa em primeira pessoa para com os leitores, ele "desperta" a criança adormecida no adulto rotineiro, pai de família, homem de negócios. É como se Antoine se dirigisse para alguém e dissesse: "Ei! Lembra como era sua infância? O que costumava fazer? O que gostava de ficar? Quem você era e onde você estava quando viajava em sua mente?". A criança tem um poder imenso de imaginação que muita gente não imagina. 
 Quando crescemos, parece que esse nosso lado imaginativo é deixado de lado, esquecido, mas nunca eliminado. É o mesmo que alguém ligar a tv e passar desenhos animados. A maioria para para assisti-los, porque desperta nossa criança interior.
 Antoine com toda a certeza deve ter acreditado ser novamente essa criança. Ele se colocou há 30 anos atrás, e criou um menino que vivia em um lugar além de nosso conhecimento. Com o acidente que sofreu em  1935, no deserto, Antoine teve alucinações por falta de alguns mantimentos, pessoas e água, fazendo-o com que voltasse e criasse o Pequeno Príncipe, quanto aos seus pensamentos no momento.
 As situações do livro em que são divididas são momentos de reflexão, como por exemplo, a viagem do príncipe pelos planetas a procura de um amigo:

 A Rosa: O Pequeno Príncipe sentia-se muito sozinho em seu pequeno planeta, plantando assim, uma rosa. Pena que a delicada não era tão delicada. A rosa era extremamente exigente e cheia de frescuras. Porém, de tão bonzinho que era, o Pequeno Príncipe aderia à suas vontades. "É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas".

O Rei: Onde já se viu um rei que não manda em ninguém? Aliás, fingia mandar. Afinal, não tinha reino, não tinha empregados, nada, nada em sua volta! "É preciso exigir de cada um o que cada um pode dar".

 O Bêbado: Nada da vida faz, além de beber, e além do mais, não resolve nada para melhorar a vida. "Bebo para esquecer a vergonha de beber".

 O Homem de Negócios: Em seu planeta, está ele, que vive trabalhando para ganhar mais e mais. Porém, o que ganha, nunca usa, pois sua vida se resume a trabalhar e não parar. É o "adulto". "Compro estrelas para comprar mais estrelas!".

 O Acendedor de Lampiões: Acende, apaga, acende, apaga, acende... Como o Homem de Negócios, sua vida se resume a uma coisa só. O planeta gira e ele vive na mesma rotina de apagar os lampiões de seu planeta. "Aí! que está! O planeta de ano em ano gira mais depressa e o regulamento não muda!".

 O Geógrafo: Ele estuda todos os lugares e tudo nos mapas, mas nunca saiu da cadeira para conhecê-los! "É muio raro um oceano secar, é raro uma montanha se mover". 

 O Vaidoso: Elogios, mais elogios! Ele vivia sua vida só disso, como se as pessoas fossem seu infla-ego. "Mas o vaidoso não ouviu [...] Só ouvia elogios".

 A Serpente: O Príncipe quase caiu nas ameaças da serpente, que fingindo sua amiga, tinha intenções piores. "Mas eu sou mais poderosa que o dedo de um rei".

 A Raposa: Com suas conquistas e viagens, houve algo que valeu a pena. Um ser que mostrou que a amizade é algo que não se compra, e se for forte, dura para sempre, não importando a distancia. "Tu tornas eternamente responsável pelo que cativas".
Espero que gostaram da crítica ;-)

Um comentário:

  1. Gostei muito da crítica. Fiz uma d'O Pequeno Príncipe também.
    http://resenhudos.blogspot.com.br/2014/01/critica-do-livro-o-pequeno-principe.html
    Vê lá se gosta, qualquer erro comente, por favor. Estou começando agora, por favor, curta minha página :)
    https://www.facebook.com/resenhudos

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